Jogos da Copa no Expediente: Regras de Conduta e Limites no Ambiente de Trabalho
Assistir às partidas da Seleção exige bom senso para evitar gafes corporativas. Veja a análise de Eliane Aere (Umanni/ABRH-SP) no G1.
Compartilhamos que a nossa CEO Umanni, Eliane Aere, foi destaque no G1, em uma matéria especial sobre como os profissionais devem se comportar ao assistir aos jogos da Copa do Mundo durante o expediente.
Se você tem dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários ou tenta entender o limite entre a comemoração e a gafe corporativa, a reportagem traz o alerta de especialistas para evitar que a euforia prejudique a sua imagem profissional. Para Eliane Aere, CEO da Umanni e presidente da ABRH-SP, focar nas regras internas e no respeito mútuo é o segredo para aproveitar o Mundial sem puxar o freio da produtividade.
O Limite Entre a Descontração e o Profissionalismo
A flexibilização dos horários e a transmissão dos jogos dentro das empresas já se tornaram práticas comuns no Brasil, mas isso não significa que as regras de convivência e o código de conduta fiquem de lado. Para Eliane Aere, a maturidade corporativa deve prevalecer mesmo nos momentos de maior euforia.
“A descontração não é um 'passe livre' para esquecer que estamos em um ambiente corporativo. A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer, mas o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas”, destaca a presidente da ABRH-SP.
Os excessos e as gafes cometidas durante as comemorações podem arranhar a imagem profissional e gerar ruídos desnecessários. Por isso, especialistas alertam para a importância de manter o bom senso e evitar comportamentos que fujam da ética corporativa, como:
- Gritos excessivos, uso de palavrões ou reações agressivas.
- Provocações insistentes e "zoações" que passem do limite do respeito mútuo.
- Abandono de postos de trabalho e descumprimento de prazos sem alinhamento prévio.
- Uso excessivo do celular e das redes sociais ao longo de todo o expediente.
O Papel do RH: Planejamento Estratégico e Alinhamento de Expectativas
Para que a Copa do Mundo seja um fator de integração e não de conflito, a chave está no planejamento prévio. O setor de Recursos Humanos desempenha um papel vital ao estabelecer orientações claras antes do início das partidas.
A própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) oferece caminhos legais e seguros para as empresas que desejam aderir ao movimento. A adoção de bancos de horas e acordos de compensação de jornada são alternativas inteligentes que permitem ao colaborador acompanhar a seleção brasileira e repor o período posteriormente.
Boas Práticas para as Organizações:
- Comunicação Transparente: Divulgar previamente as regras sobre horários, uso de espaços comuns e dress code (como o uso de camisas da seleção).
- Ações Opcionais: Compreender que nem todos os colaboradores gostam de futebol ou desejam participar das dinâmicas. O respeito a quem prefere manter a rotina normal de trabalho deve ser garantido.
- Atenção às Confraternizações: Em eventos internos com transmissão, é fundamental orientar sobre os limites, garantindo que o ambiente continue seguro e confortável para todos.
Fortalecendo a Cultura Organizacional
Quando bem conduzida, a Copa do Mundo tem o poder de humanizar as relações de trabalho, aproximar lideranças e liderados e fortalecer o clima organizacional.
Trata-se de uma oportunidade única para exercitar a empatia, a flexibilidade e a confiança nas equipes.