Como os juros altos afetam o mercado de trabalho e as contratações?
Entenda como as empresas estão investindo em automação, requalificação e eficiência interna para otimizar equipes e superar a falta de mão de obra qualificada.
A manutenção da taxa de juros em patamares elevados (Selic a 14,25% ao ano) tem gerado um efeito direto sobre o crédito, os investimentos e a desaceleração do mercado de trabalho. Dados do Caged revelam que, embora o Brasil tenha registrado saldo positivo em maio com 72.960 postos com carteira assinada, o resultado representa uma queda de 51% na comparação com o mesmo período de 2025.
Uma reportagem especial do portal Diário do Comércio analisou como esse ambiente de cautela afeta o dinamismo das contratações. Em resposta a esse cenário desafiador, o foco de muitas companhias migrou da atração massiva de novos colaboradores para a eficiência e ganho de produtividade dentro de casa.
Nossa CEO Umanni e presidente da ABRH-SP, Eliane Aere, participou da matéria trazendo reflexões fundamentais sobre o papel das lideranças na manutenção da produtividade e do engajamento em cenários de incerteza.
Como o RH deve agir diante da desaceleração do mercado de trabalho?
Com o crédito mais caro e o aumento no custo do capital de giro, a tendência de contratação se torna muito mais seletiva e moderada. Nesse cenário de retração, a inteligência da gestão de pessoas passa a ser estratégica para evitar gargalos operacionais e garantir a eficiência sem inflar a folha de pagamento.
A matéria do Diário do Comércio alerta que, mesmo diante de um ritmo de contratações mais contido, os desafios para preencher posições estratégicas continuam complexos.
"O desenvolvimento de lideranças e a cultura organizacional são os maiores desafios enfrentados pelas empresas na hora de encontrar um novo funcionário. O apagão de mão de obra qualificada persiste e se consolida como um desafio estrutural para o Brasil.", aponta Eliane Aere.
Qual é a melhor estratégia para reter talentos em tempos de juros altos?
Para manter a competitividade do negócio em um segundo semestre projetado como mais desafiador, a atuação do RH exige um olhar focado em desenvolvimento contínuo e retenção de talentos:
- Requalificação e Aprimoramento (Reskilling e Upskilling): Investir no desenvolvimento das habilidades do quadro atual para assumir novas demandas sem a necessidade imediata de novas contratações.
- Automação e Otimização de Processos: Apoiar a implementação de tecnologias e ferramentas que eliminem tarefas manuais e aumentem a produtividade por colaborador.
- Fortalecimento da Cultura e Lideranças: Treinar gestores para liderarem em cenários de incerteza e manterem o engajamento e o clima organizacional saudáveis.
Para entender como proteger seu quadro de talentos e manter a estabilidade da operação mesmo em cenários de cautela econômica, confira o nosso guia prático no blog:
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Por que a eficiência interna do RH é indispensável em períodos de incerteza econômica?
A desaceleração do emprego formal e os juros restritivos exigem das empresas uma gestão extremamente prudente. No entanto, momentos de contenção externa servem como oportunidade para olhar para dentro, organizar processos de avaliação, capacitar líderes e valorizar a prata da casa.
Ao focar na qualificação dos profissionais e no ganho de eficiência operacional, a empresa garante sustentabilidade hoje e se posiciona à frente no mercado para acelerar assim que o ciclo econômico retomar a expansão.